Sem incentivos eléctricos caem 60,5% na Dinamarca

As autoridades da Dinamarca decidiram cortar com os incentivos para compra de carros eléctricos e os resultados têm-se revelado devastadores. Durante o primeiro trimestre de 2017 as vendas de carros eléctricos registaram uma queda de 60,5% em relação ao período homólogo.

Num mercado que tem ganho cada vez mais terreno, esta é a prova que os eléctricos não conseguem ser competitivos apenas pela alternativa energética. A decisão implica que a cobertura sobre o imposto de importação de 180% para veículos com motores térmicos já não seja total, tornando os carros bem mais caros que um modelo idêntico a combustível.

Estes resultados da Dinamarca contrastam com a média da União Europeia, onde as vendas de eléctricos subiram 30%, e só na vizinha Suécia os valores ascendem aos 80%. Números que provam que o preço continua a ser um factor determinante para que os condutores apostem em energia limpa e que os apoios dos governos são peça fundamental.

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, anunciou esta medida para igualar o mercado, já que as vendas de eléctricos estavam a disparar positivamente. A Dinamarca pretende que a decisão final fique a cargo dos cidadãos mas que o mercado automóvel seja justo, com tributação equilibrada para todos os tipos de veículos.

A Tesla foi uma das marcas mais afectadas, sendo que com o seu Model S estava a dominar o mercado no país nórdico, mas com o anúncio desta decisão, feito em 2016, as vendas caíram 94% em relação ao ano anterior. 

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